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Título: Le quartier de Notre-Dame
Designação: Livro
Autor: Georges Charles Huysmans (1848-1907) [Escritor]
Léon-G. Lebègue (1863-1944) [Ilustrador]
Charles Meunier (1865-1940) [Encadernador]
Charles Jouas (1866-1942) [Ilustrador]
André des Gachons (1871-1951) [Pintor]
Cronologia: Séc. XX [Encadernação]s.d. (1905) [Edição]
Origem: França, Paris
Categoria: Arte do Livro\Impressos
Dimensões:
Tipo de medidasValorUni. de medidaParte descrita
Espessura5cm.Encadernação
Largura21.6cm.Encadernação
Altura28.1cm.Encadernação
Material:
Tipo de materialCorParte descrita
marmoreado Guardas, camisa e estojo
papel-japão Corpo do livro
MarroquimazeitonaPanos, lombada, enquadramento das contracapas e debrum do estojo.
espolinadaGrenatContracapas e guardas opostas.
da Holanda Série de provas das gravuras
Vegetal Suporte de esboços originais
Pergaminho Série de provas terminadas das gravuras
Técnicas:
TécnicaParte descrita
a água-forte 
jansenista 
gravada a ouro 
à francesa 
a lápis 
sobre madeira 
a lápis de cor 
a cores 
a aguarela 
Inv. LM126
Localização no museu: Em Reserva
Descrição: Joris-Karl Huysmans (nome literário de Georges Charles Huysmans) constrói um estilo muito próprio na transição do século XIX para o século XX, que o leva a defender pintores simbolistas como Gustave Moreau ou Odilon Redon. O seu decadentismo "fin-de-siècle" acabará por recusar a corrente naturalista, para depois abraçar a estética simbolista, acabando por se envolver numa religiosidade de matriz cristã. A catedral de Notre Dame (Paris), que o autor considerava "o monstro", pela perda de autenticidade a que havia sido sujeita através das sucessivas obras de recuperação, contrastava com a sua muito estimada catedral de Chartres, que mantinha a sua autenticidade de matriz medieval (ver LM125). O presente volume de «Le Quartier Notre Dame», publicado em 1905, exemplar único, impresso para o editor A. Romagnol, conta com a ilustração de Charles Jouas (1866-1942), a que se juntaram dois grandes desenhos a lápis de cor e dez esboços originais a lápis com aguadas de tinta-da-China sobre papel vegetal. Este exemplar é enriquecido com aguarelas originais de Léon Lebègue (1863-1944) e de André des Gachons (1871-1951), duas provas de ensaio para a capa de brochura e gravuras em cinco estados. A encadernação «jansenista» foi concebida por Charles Meunier, que aí inscreveu a sua assinatura. JCD