Título:
Baigneuse
Designação:
Estatueta
Autor:
Aimé-Jules Dalou (1838-1902) [Escultor]
Cronologia:
Séc. XIX
Origem:
Inglaterra, Londres
Categoria:
Escultura
Dimensões:
Tipo de medidas
Valor
Uni. de medida
Parte descrita
Altura
47
cm.
Largura
21
cm.
Profundidade
23.5
cm.
Material:
Tipo de material
Cor
Parte descrita
Terracota
Claro
Totalidade
Técnicas:
Técnica
Parte descrita
Modelagem
Inv.
566
Localização no museu:
Em Reserva
Descrição:
Estatueta de banhista, saída do banho e enxugando a coxa direita, que Dalou executou provavelmente durante a sua permanência em Londres, por mero prazer pessoal, na tradição do séc. XVIII. Este exemplar é descrito por Dreyfous, biógrafo do artista, da seguinte forma: "Com a ponta de um panejamento que, passando pela coxa direita se vem juntar à base, rompendo o vazio produzido pelo afastamento dos joelhos, ela enxuga a perna direita com a mão direita; a outra mão, que se apoia na mesma perna, sustenta o torso da figura inclinada para a frente. Esta Baigneuse, a que à primeira vista não falta encanto, não me parece ser das composições mais felizes de Dalou. Porque estará esta mulher, que acaba de sair da água, tão sábia e correctamente penteada, porque terá ela esse enorme pente tão direito, mordendo a onda domesticada da sua cabeleira? Leva-nos a procurar a touca de borracha que tão bem protegeu este belo edifício capilar. É evidente que esta banhista acaba de sair da banheira, mas porque terá ela mandado chamar o cabeleireiro, antes de tomar banho? E por que razão, também, estando ocupada a enxugar a barriga da perna direita, se preocupará em olhar para cima, para o lado oposto, com as pálpebras semi-cerradas? Acaso não estará envergonhada da sua excessiva semelhança com a "Baigneuse" de Falconet? ... O seu autor fê-la encantadora, não há um bocadinho de si que ele não tenha acarinhado com o seu saber mais seguro, com o seu enorme amor pela perfeição. Qualquer que seja o ponto a partir do qual é observada, vê-se bem que saiu das mãos de um mestre. Mas de qual mestre?É isto que não se pode afirmar à primeira vista. O que não é pecado seu, mas dele. Pecado de imitação, o pior que um verdadeiro artista pode cometer. Filha de dois pais, de Falconet herdou apenas os defeitos; todas as suas qualidades vêm-lhe de Dalou".