Título:
Fêtes Galantes
Designação:
Livro
Autor:
Paul Verlaine (1844-1896) [Escritor]
George Barbier (1882-1932) [Ilustrador]
Georges Cretté (1893-1969) [Encadernador]
Cronologia:
1869 [Texto]
1928 [Edição]
Séc. XX [Encadernação]
Origem:
França, Paris
Categoria:
Arte do Livro\Impressos
Dimensões:
Tipo de medidas
Valor
Uni. de medida
Parte descrita
Espessura
3.2
cm.
Encadernação
Largura
24.7
cm.
Encadernação
Altura
30.2
cm.
Encadernação
Material:
Tipo de material
Cor
Parte descrita
papel-japão
Corpo da obra
marmoreado
Guardas
Marroquim
Escuro
Encadernação - planos, lombada e enquadramento das contracapas.
Cetim
Carmesim
Contracapas e guardas opostas
Técnicas:
Técnica
Parte descrita
gravada a ouro
à francesa
sobre madeira
a aguarela
Inv.
LM426
Localização no museu:
Em Reserva
Descrição:
A coletânea poética reunida sob o título Fêtes galantes foi publicada pela primeira vez em 1869. O seu autor, Paul Verlaine, poeta simbolista, explora temas como a sedução e a frivolidade de pendor erótico, que surgem sob o signo da musicalidade, da mascarada, da festa. Este é o cenário apropriado para o autor explorar a ambiguidade dos sentimentos amorosos, que oscilam entre a euforia e o desalento. O volume na Coleção Calouste Gulbenkian, edição muito cuidada de bibliófilo, contém todas as aguarelas originais concebidas por George Barbier, que serviram de base às ilustrações, gravadas em duas provas de estado, uma a cores e outra a preto e branco. A gramática utilizada por Barbier, ilustrador de revistas de moda e desenhador para o teatro e o cinema, reinterpreta o tema da «festa galante», evocativo dos ambientes de Watteau, Boucher ou Fragonard, atualizando-o segundo a gramática Déco, mas tendo sempre presente as palavras de Verlaine. Imbuído por uma beleza idealizada, o ilustrador não deixa de citar os aspetos mais libertinos e sedutores dos personagens, bem como o excesso e o humor característicos da Comedia dell?arte. A Georges Cretté (1893-1969), sucessor de Marius-Michel, figura de relevo no âmbito da encadernação francesa do século XX, Calouste Gulbenkian encomendou que "vestisse" o livro, certamente na procura de coerência estética entre texto, ilustração e encadernação. Refira-se que a simplicidade foi a opção de Cretté, merecedora do pronto reconhecimento do Colecionador.